5 anos depois.

Coisas Desmoralizantes

Não adianta passar a vida tentando construir uma bonita auto-imagem quando tudo pode ser destruído com uma única escorregadinha – seja escatológica, moral, sexual ou literal mesmo. Coisas que fogem ao nosso controle e nos desmoralizam frente a desconhecidos, recém-conhecidos que queremos impressionar e todas as outras pessoas que não sejam aquelas que nos amam incondicionalmente e continuarão achando a gente o máximo. Propositais ou não, as Coisas Desmoralizantes podem sempre ser um divisor de águas na nossa vida social, deixando uma pequena marca na nossa reputação. Como evitá-las? Impossível. Mesmo as cometidas conscientemente (ou não) fazem parte da pura falta de bom senso humano. E as outras são falhas do acaso, com aquela mãozinha amiga da Lady Murphy.

Abaixo, minha listinha das piores. Se lembrarem de alguma, fiquem à vontade para complementar:

Camel Toe. Não importa se você é gostosa, bonita e inteligente. Se estiver de camel toe, nada mais será notado e você ficará eternamente conhecida como a “Garota do Camel Toe”. Para mim, não é perdoável nem em roupa de academia ou biquini. Gente, CAMEL TOE NÃO DÁ! Não custa dar uma olhada no espelho antes de sair de casa. Fora que, né?, deve incomodar.

Cofrinho. Tem quem já considere charmoso. Para mim, continua sendo extremamente desmoralizante. Mal sei seu nome, por que diabos vou querer ver sua bunda? E uma parte feia, ainda por cima. Porque até os aficionados por bunda vão ter que concordar: cofrinho não é nada atraente, vai. Nem o da Juliana Paes.

Zíper da calça aberto. Ninguém consegue respeitar um sujeito que esquece de fechar o zíper. Claro, o coitado não tem culpa, é um acidente que pode acontecer com qualquer um, mas a vida é injusta mesmo, fazer o quê? Fora que a chance de passar o dia assim é grande, já que quase tão desmoralizante quanto deixar a braguilha aberta é avisar alguém disso. Fica aquele clima de “Ué, mas para onde você estava olhando?”.

Alface no dente. Quem nunca passou por isso? É superável, claro, mas, na hora em que você se dá conta, bate aquele desespero, aquele senso de ridículo. Você só consegue se lembrar dos momentos em que estava sorrindo como se não houvesse amanhã, espalhando seu charme. Clichê? Ok, mas péssimo do mesmo jeito.

Cuspir enquanto fala. É horrível. Sobretudo se a gosma for parar no seu interlocutor. E aí? Fazer o quê? Pedir desculpas e dar uma limpadinha ou fingir que não aconteceu? Constrangimento descontrol.

Bater a cabeça na cabeceira da cama durante o sexo. Óbvio que nunca vai acontecer com sua namorada de 10 anos. Mais provável que seja com aquela gatinha que você praticamente ensaiou a performance. Tem que ter um jogo de cintura fenomenal – das duas partes – para rir da situação e continuar como se nada tivesse acontecido. Mas aí estamos falando de um mundo ideal, e não é este. Definitivamente.

Voz de gás hélio no entrevistado de jornal cuja identidade deve ser preservada. Díficil prestar atenção na entrevista com o cara falando com aquela voz de engraçadinho em festa infantil. Não dá para levar a sério. Geralmente, é uma pessoa narrando um acontecimento grave e você não consegue sentir o drama, é horrível. Quem será que teve a excelente ideia de criar aquela voz como disfarce?



Escrito por Alana Della Nina às 19h50
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